Tim Sweeney defende X e chama “censura política” aos pedidos de remoção das lojasPublicado em 13/01/2026 O CEO da Epic Games, Tim Sweeney, voltou a posicionar-se contra as gigantes tecnológicas Apple e Google, mas desta vez em defesa de um aliado improvável: a rede social X (anteriormente Twitter). A controvérsia surge na sequência de pressões políticas nos Estados Unidos para remover a aplicação das lojas digitais, após relatos de que o chatbot de Inteligência Artificial da plataforma, o Grok, estaria a ser utilizado para gerar imagens explícitas e ofensivas.Embora Sweeney seja conhecido pela sua batalha legal prolongada contra as taxas da App Store e Play Store — que culminou na criação da Epic Games Store e em mudanças no ecossistema móvel —, o executivo considera que o atual movimento para banir o X ultrapassa os limites da segurança digital e entra no campo da perseguição política.O argumento da liberdade versus segurançaA polémica intensificou-se após várias denúncias indicarem que o Grok, a IA generativa integrada na rede social de Elon Musk, estava a ser usado para criar conteúdos deepfake não consensuais, incluindo material envolvendo menores. Apesar da gravidade das acusações, Sweeney utilizou a sua conta pessoal para argumentar que as exigências de banimento por parte de políticos norte-americanos representam uma ameaça às plataformas abertas.Numa série de declarações, citadas pela PC Gamer, o executivo classificou a situação como uma tentativa de censura seletiva. Segundo Sweeney, "todas as grandes IAs têm casos documentados" de falhas graves, mas as empresas esforçam-se por corrigi-las. Para o CEO, exigir que intermediários como a Apple e a Google esmaguem "seletivamente a empresa dos seus oponentes políticos" configura um ato de "capitalismo ilícito básico".Quando confrontado com a natureza dos conteúdos gerados (abuso sexual infantil e pornografia não consensual), Sweeney tentou separar a defesa da plataforma da defesa dos atos em si. O executivo reiterou que não defende "as coisas más que as pessoas fazem com IA", mas opõe-se ao uso de erros técnicos como pretexto para limitar liberdades ou aplicar a lei de forma desigual.Reações e consequências globaisA postura de Sweeney gerou críticas imediatas na indústria, com jornalistas e observadores a questionarem se a defesa da "liberdade de expressão" deve sobrepor-se à proteção contra conteúdos ilegais gerados por ferramentas sem salvaguardas adequadas.Enquanto o debate nos EUA permanece na esfera política e empresarial, outros governos já passaram à ação direta. A Indonésia bloqueou recentemente o acesso ao Grok, citando a falta de controlos eficazes contra a criação de deepfakes que violam a dignidade e segurança dos cidadãos. A Malásia seguiu um caminho semelhante, suspendendo o acesso à ferramenta.Na Europa, a situação é igualmente tensa. O regulador do Reino Unido, Ofcom, abriu uma investigação formal contra o X ao abrigo do Online Safety Act. As autoridades britânicas estão a avaliar se a plataforma possui medidas suficientes para proteger os utilizadores de conteúdos ilegais e se os mecanismos de verificação de idade são eficazes. Caso sejam detetadas infrações, a rede social poderá enfrentar multas que ascendem aos 18 milhões de libras ou 10% da sua faturação global. Escrito por DJPRMF Encontrou algum erro neste artigo? Artigos Relacionados» CEO da Epic Games defende o fim dos avisos de “Criado com IA” nas lojas de jogos» Google rejeitou 21 milhões de pedidos de remoção de links» Google já recebeu 11.5 mil milhões de pedidos de remoção de links» Google regista aumento dos pedidos de remoção de conteúdos » Google atinge mais de 9 mil milhões de pedidos de remoção de conteúdosNenhum comentárioSeja o primeiro! Comentar

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